Eterno Contínuo salta das gavetas do cotidiano para dar voz a uma fênix em chamas, Lu’z Ribeiro. Neste livro de estréia, Lu’z apresenta poemas lapidados sob o ritmo frenético de Sampa, mas com a sensibilidade e força de alguém que não se deixa anular.
Como água, suas poesias percorrem diversos temas, formas, perspectivas – tudo para testar os limites da linguagem, irrigar corações e fazer-se sentir. Sem a obrigação de dar ou fazer sentido, o intuito aqui é não ser silêncio, não por acaso.
Eterno contínuo é entrega, amor sem divórcios.
É Lu’z, do início ao todo.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Para usar como vestido*
O laço que trancou nossos umbigos
protegeu o encanto de nós mesmos
2 meninas com olhos para todos os destinos
têm amor, amor e Amor sem meios termos.
etanol para passos largos, risos abertos e vidas maiores,
nossa palavra mágica não passa de 5 letras
em felicidade de 2 sílabas
NDAs.
nossa senha é uma pista de joaninhas
olhos fechados sem silêncio
canções de ser feliz em chiaroscuro
e um frio de quando éramos todos 2.
enquanto nosso estado de graça tiver calor,
Teu nome será minha casa na árvore
para usar como vestido
abraço.
ainda que a gente nunca mais,
Não seria o fim.
*Texto também publicado no site Literatttus.
protegeu o encanto de nós mesmos
2 meninas com olhos para todos os destinos
têm amor, amor e Amor sem meios termos.
etanol para passos largos, risos abertos e vidas maiores,
nossa palavra mágica não passa de 5 letras
em felicidade de 2 sílabas
NDAs.
nossa senha é uma pista de joaninhas
olhos fechados sem silêncio
canções de ser feliz em chiaroscuro
e um frio de quando éramos todos 2.
enquanto nosso estado de graça tiver calor,
Teu nome será minha casa na árvore
para usar como vestido
abraço.
ainda que a gente nunca mais,
Não seria o fim.
Esse tanto que sinto*
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(Thiago Peixoto no Sarau Sobrenome Liberdade) |
Erro demais para ser herói.
Sou de Lua, não poderia ser pop star
Posso star à margem, jamais ParTido.
Tenho vocação demais para ficar só nas cordas
vocais, backs, skates, teasers, cases, managers... Fuck!
Sou filho do transbordo
Sou excesso
Nunca escasso - Espalho-me com Centro nos pés
no chão.
Faço-me diário,
se proso - num Slam - romances frente e verso.
Nenhuma fórmula me contém.
Fiz do Groove minha única Apologia
e a Música me ensinou a ser quem Soul: Poesia.
Cantar é minha maneira de dizer: AMOR, VIDA, POESIA!
(assim, bem alto: Pra todo mundo ouvir, cantar, ser)
Minha canção predileta ainda é aquela...
a nossa!
A que tem mais coração.
Fiz dos coletivos minha nave-irmã,
viajo mais quando estou perto de mim
com os olhos abertos para a vida,
para outros olhos...
Andar é um dom que não domino de berço.
Aprendi a caminhar nas rodas, nos saraus
(por estágios)
nos braços dos meus.
E finalmente,
me fiz poeta
Porque encontrei nas palavras meu jeito de ser o que acho melhor,
não eterno,
CRIANÇA!
Um guri que desvende o que é ser e estar,
Thiago Peixoto,
ESSE TANTO QUE SINTO!
*Poema dedicado ao amigo-poeta Thiago Peixoto, pela ocasião do seu aniversário: 22/5.
domingo, 19 de maio de 2013
Sarau Encontro de Utopias
O Sarau Encontro de Utopias convida convida o Coletivo Sobrenome Liberdade para celebrar a arte em noite de palco aberto. Lançamento de " Para Brisa" de Ni Brisant.
Você também é nosso convidado!
Afine a poesia.
Dedilhe seu traço.
Percuta a intuição.
Essa ciranda é sua!
Entre na roda: cultura é protagonismo.
Palco Aberto.
Gratuito.
Terça feira, 21 de maio às 20h.
Terça feira, 21 de maio às 20h.
Centro Cultural Lamparina Brasil, Rua Marques de Paranaguá, 377 – Consolação.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Textos testes
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(Sarau Candeeiro - Fotografia: Sheila Signário) |
estou fazendo um presente melhor agora.
(Sobre os planos, num bar)
*
Desejou ousadias
mas era tarde.
Teve que levantar.
(Da excitação vespertina, em Ribeirão Preto)
*
Tua solidão é só falta de audiência.
(Da desconexão)
*
Ela não dominava minha língua,
tive que traduzir-me nela.
(Da garota de patins no ônibus)
*
Depois da última ameaça de amor,
perdeu a amizade.
Desconheceu-se.
(Do xaveco mal sucedido)
Na Livraria Suburbano
A partir de hoje, Para Brisa está disponível para compra na Livraria Suburbano Convicto, do parceiro Alessandro Buzo. Assim como na loja virtual Imaginado Efeito, o livro custa 25 reais.
Endereço: Livraria Suburbano Convicto
Rua 13 de Maio, 70 - 2o andar - Bixiga, São Paulo-SP
terça-feira, 7 de maio de 2013
Para-choques III
Era peão,
mas reinava nas horas vagas.
(Das férias, em Acajutiba, tomando pinga com água)
*
Quero mais é que você se resolva, sua problema!! (Das diretas já, em Salvador, pedindo informação ao mendigo)
*
Sem amor,
o mar é raso,
sexo é um perfume sem cheiro.
(Das vadiagens, em Jequié, de ressaca e duro)
*
Ele queria uma história de amor.
Mas ela pediu segredo.
(Das Adversões, em Feira de Santana, ao volante da carroça)
*
Não me faça temer o amor que lhe dedico, vida!
(De favor, em Aporá, de pé)
*
Na minha linguagem de sinais,
Amor se diz com Zelo. (Da semialfabetização, em Alagoinhas, comendo pizza com garapa)
mas reinava nas horas vagas.
(Das férias, em Acajutiba, tomando pinga com água)
*
Quero mais é que você se resolva, sua problema!! (Das diretas já, em Salvador, pedindo informação ao mendigo)
*
Sem amor,
o mar é raso,
sexo é um perfume sem cheiro.
(Das vadiagens, em Jequié, de ressaca e duro)
*
Ele queria uma história de amor.
Mas ela pediu segredo.
(Das Adversões, em Feira de Santana, ao volante da carroça)
*
Não me faça temer o amor que lhe dedico, vida!
(De favor, em Aporá, de pé)
*
Na minha linguagem de sinais,
Amor se diz com Zelo. (Da semialfabetização, em Alagoinhas, comendo pizza com garapa)
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Sarau no Caos - Ferraz de Vasconcelos - 5/5 Fotografia: Sueliton Lima Photographia |
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