sexta-feira, 5 de abril de 2013

Rota de um alvo a bordo*


(Willian Delarte)
Era flecha no mar,
na mira
afundou-se.

Virou barco,
na terra
envergou-se.

cavou-se, 
virou rio.

Tocou o arco 
e nunca mais ficou a ver

( ) ( ) ( ) 

vazios.

* Willian Delarte e Ni Brisant

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Para-choques 2

se tivesse direito a um pedido, pediria tudo que tenho direito!

nessa noite fria um streap tease se não esquenta traz pneumonia.

carregava um deserto na virilha; tirante isso, era pura água.
(Alessamdro Buzo)

o mesmo guarda-sol guarda-chuva, mas nem todas as estrelas (ALL STAR) pôde me proteger dos teus pés.

nem todo fim é para sempre, alguns insistem em continuar.

ignorava algarismos, passou a vida medindo palavras.

acordou tão disposta a ser feliz, que nem saiu de casa. pela 1ª vez, aceitou sua companhia.

poesia quebra, mas não racha.

brigou feio mas manteve seu ciúme em segredo.

trocaria a eternidade pela vida inteira.

não me chame, se a viagem não tiver volta.

escrever poesia curta é fácil, difícil é explicar.

sem olhar pra trás, caiu de si.

domingo, 31 de março de 2013

Mais Para-choques

Tenho recebido opiniões e críticas sobre Para Brisa e estou lendo cada uma com a devida cautela e atenção. As mensagens direcionadas aos poemas curtos, da seção Para-choques, são as que mais me impressionaram. É fascinante a maneira como cada pessoa interpreta esses poemetos... 
Devo dizer que a produção desses 'textículos' é um exercício desafiador de síntese no qual tenho me divertido bastante. 
Seguem alguns inéditos:

O capacete do poeta é o vento.
*
(Camiseta Para Brisa)

mesmo com tantos presentes
à vista, uma falta 
acertou-lhe o peito.
*

lendo os grandes, aprendo a escrever menor.
*

sem fome, pagou pavê.
*

com os olhos fechados, viu o amor do lado de dentro.
*

menos flecha e alvo. é chegada a hora de ser arco!
*

Depois do primeiro oi,
foi tudo possível.
Inclusive, ais.
*

Quase mato a saudade, de tanto você.
*

andava tão ocupada, que só tinha tempo para os outros.
*

vi um casal de amigos brigando, pensei: 
eles deveriam tentar ser amigos e esquecer isso de 
há casa lar.
(Miragaya - Fotografia: Antonio Miotto)
*

cursou Direito, dominava maus exemplos.
*

trocou a igreja pela breja, ganhou a rima e uma barriga.
*

a contramão nunca foi problema pra mim; a mão, sim.
*

sentia-se acima do bem e do mal até cair de si.
*

não foi trabalhar, mandou um atestado em seu lugar.
*

queria viver um romance, mas era só verso.
*

tentei desapegar, perdi.
*

sabendo que a felicidade não estava nos lábios dela, deu língua.
*

era tão xavequeira, que pegava corações a quilômetros de solidão.
*

inspirado? não; amando.
*

diálogo não é quando você escuta o que te agrada; mas quando ouve algo que precisa ser dito.
*

disfarçou e saiu andando; carregou seu choro na sola dos pés.
*

Na DR
perdeu por WO 
(pela indiferença de 1 coração a 0)
*

pelo retrovisor vi buzina e bunda; juro que o poste não estava lá.

EM BREVE, MAIS POEMAS PARA-CHOQUES.

sábado, 30 de março de 2013

Agenda

Retornarei ao Barreiro (Bahia) na próxima semana. Tou ansioso. Este é um momento muito importante de minha vida e será bom voltar pros meus. Faz mais de dois anos que não abraço minha mãe, não converso com meus primeiros amigos, enfim, não encontro minha terra.
(Fotografia: Andressa Santos)
Aproveitarei a viagem para apresentar o meu trabalho em alguns saraus e escolas na Bahia. Assim que tiver a relação completa desses lugares, informarei aqui.

Aos parceiros de Sampa, segue agenda de lançamentos de Para Brisa:

Sarau Espaço Comunidade: 20 de abril, às 18h. Endereço: Rua Domingos Marques 104.

Sarau Cooperifa: 24 de abril, às 21h. Endereço: Rua Bartolomeu dos Santos, 797.

Sarau A plenos pulmões: 4 de abril, às 19h. Casa das Rosas: Endereço: Avenida Paulista, 37.

Coragem!