segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Se eu tivesse meu próprio dicionário

a primeira poesia que tenho lembrança de ter feito foi essa: bebedouro é uma chuva, só que pra cima.
tinha 6 anos e fiquei internado por vários dias sozinho no hospital de Esplanada-Ba. Até então, poucas vezes tinha saído da roça onde morava. e ao voltar pra casa, na falta de vocabulário para descrever minha experiência na cidade, comecei a inventar descrições para os objetos que havia visto... obviamente, isso tornou-se razão de pilhéria entre os meus irmãos. Eles me mangaram até umas horas. Nunca pude esquecer da angústia que é não encontrar as palavras certas para me defender.
por ironia ou sorte, esse ano lancei meu terceiro livro seguindo a mesma lógica daquele primeiro verso. um livro feito para mudar os sentidos do mundo. acho que nisso reside minha missão enquanto gente e escritor.
muito agradecido a cada um que acreditou e colaborou com essa publicação.
coragem!