sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Por Camila Trindade

Mão esquerda empunhando uma flor, porque a coragem de lutar não precisa ser bruta, mas precisa ser precisa. 
A coragem é armadura, amor é armadura. Nas fragilidades para encontrar força, cada fim de texto é um renascer, retemperança do porvir e mais um tanto de coragem. 
Livro devorado pra expandir o espírito; pra alma não desbotar, lavada que está agora. 
Limpa pra se embrenhar nas esquinas da vida, espreitando as verdades dos alheios que se fazem dentro da gente.
Livro-espelho, pra gente se enxergar virando as páginas.
Gratidão pela destreza do dom, pela brisa que não para. Gratidão pela carta à Flora. Gratidão pelas palavras nas quais juntei pedaços meus. E pela leveza, que não é só, mas que é essencial. 
Livro livre do querer ser, livre sendo. Livro pra livrar e dar coragem.
Gratidão, Ni. Gratidão.

- Por Camila Trindade